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Alcaraz cai em Xangai, se irrita com quique irregular das bolas e vê Bergs surpreender

Carlos Alcaraz durante treino no US Open de 2026; imagem de arquivo, não do Masters de Xangai

O Masters 1000 de Xangai teve uma das grandes surpresas desta segunda-feira (12). Carlos Alcaraz, terceiro do ranking mundial, foi eliminado na terceira rodada pelo belga Zizou Bergs, 39º colocado, por 7/5 e 7/6(4). Além do resultado, chamou atenção a irritação do espanhol com o comportamento das bolas e seus quiques aparentemente inconsistentes.

Foto de capa: Carlos Alcaraz em treinamento no US Open 2026 (imagem de arquivo, não registrada em Xangai). Foto: Nrbelex / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Alcaraz perde o controle após quebra no primeiro set

Na reta final do primeiro set, depois de sofrer uma quebra de saque, Alcaraz demonstrou grande frustração ao conversar com sua equipe. O espanhol reclamou que algumas bolas subiam mais do que o esperado, enquanto outras pareciam deslizar na quadra, dificultando a leitura dos golpes e o tempo de reação.

“Não dá para jogar na intuição”, protestou, segundo relatos da imprensa durante a transmissão. A irritação ocorreu em um momento importante da parcial, que Bergs fechou por 7/5.

As bolas de Xangai estão no centro da discussão

A crítica de Alcaraz não surgiu isoladamente. Taylor Fritz e Alejandro Davidovich Fokina também questionaram o comportamento das bolas utilizadas no torneio. Fritz apontou diferenças entre o desempenho das bolas novas e das já desgastadas, levantando o debate sobre a consistência do material ao longo das partidas.

As bolas utilizadas em Xangai são da linha Yonex Tour Platinum, também empregada no torneio de Tóquio, onde Alcaraz havia conquistado o título dias antes. Portanto, a discussão não se resume à marca ou ao modelo: condições ambientais, quadra coberta ou aberta e desgaste durante o jogo podem influenciar as sensações dos atletas. Não há, até aqui, comprovação de defeito nas bolas.

Bergs merece crédito pela maior vitória da carreira

Apesar das reclamações do espanhol, o resultado também foi construído pelo excelente desempenho de Zizou Bergs. O belga apostou em um tênis agressivo, pressionou o saque de Alcaraz e soube aproveitar as oportunidades nos momentos decisivos.

No segundo set, Bergs chegou a sacar para a partida. Alcaraz reagiu, recuperou a quebra e levou a disputa ao tie-break, mas o belga manteve a firmeza para vencer por 7 pontos a 4 e avançar às oitavas de final.

Alcaraz reconhece atuação abaixo do esperado

Na entrevista após a partida, o espanhol reconheceu que jogou abaixo de seu nível e que Bergs foi superior nos momentos importantes. Também voltou a comentar que percebeu condições diferentes entre a estreia, disputada com o teto fechado, e o confronto com o belga, realizado ao ar livre.

Alcaraz vinha de um título no ATP 500 de Tóquio e tentava manter a boa sequência na gira asiática. A eliminação em Xangai, porém, encerrou suas chances matemáticas de terminar 2026 como número 1 do mundo, posto assegurado por Alexander Zverev.

O que fica para o tênis?

O episódio reacende uma discussão relevante no circuito: a padronização e a previsibilidade das bolas entre torneios. Para atletas que dependem de ajustes milimétricos de tempo, altura e rotação, pequenas mudanças podem afetar a confiança. Mas a reclamação sobre as condições não diminui a atuação de Bergs, que executou melhor seu plano de jogo e conquistou uma vitória expressiva.

Fontes: Reuters; ge; Eurosport.

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